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Os problemas respiratórios

 

Infelizmente bastante frequentes, os problemas de carácter respiratório são favorecidos pela presença de poeiras, arejamento deficiente e falta de higiene dos locais. O pó e o amoníaco produzido pela fermentação das fezes e das urinas, possuem um forte efeito irritante particularmente nefasto sobre a função respiratória.

No dia-a-dia é praticamente impossível determinar qual o agente responsável (pasteurelas, micoplasmas, colibacilos, estreptococus, stafilococus, vírus do herpes, o agente da ornitose (clamidia)), pelo inicio dos problemas. Terá sido uma bactéria? Um vírus? Ou um problema ambiental?

Devido a esta dificuldade em determinar a etiologia do agente causal, vamos utilizar o termo de CORIZA ou de PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS.

Os sintomas

Os primeiros sintomas consistem em espirros, dificuldades respiratórias (acompanhadas pelo coçar das narinas), movimentos do bico. Na fase seguinte verifica-se um corrimento nasal, e de lacrimejamento.

O corrimento nasal, inicialmente líquido, com o passar dos dias, vai-se tornando espesso chegando do ponto de ficar tão consistente que a respiração se torna impossível através das narinas, efectuando unicamente através do bico, que permanece aberto.

No caso da coriza crónica, chega a ser necessário remover as secreções ressequidas e exercer pressão sobre as narinas, para permitir o escoamento dos líquidos acumulados: a perturbação da respiração torna-se significativa e a ave permanece de bico entreaberto, quer após um esforço quer de forma permanente.

A inflamação da mucosa nasal pode atingir os seios infra órbitarios e a conjuntiva, esta ultima torna-se avermelhada e apresenta um corrimento seroso ou seropurulento que pode levar ao colamento das pálpebras com a consequente oclusão das mesmas.

O exsudado acumulado ao nível dos seios infra órbitarios, é eliminado pelas narinas enquanto a sua consistência o permite: o seu espessamento, o entupimento da narina respectiva e o contínuo aumento da pressão interna, podem levar à deformação interna ou externa da face, com ou sem afecção ocular. No caso de deformação interna, o véu do palato pode invadir a cavidade bucal levando à morte por inanição.

Uma coriza, pode-se agravar em consequência de complicações secundárias a infecções oportunistas por pasteurelas, stafilococus ou colibacilos que proliferam sobre as paredes dos sacos aéreos, do coração e do fígado com a consequente deposição de exsudados fibrosos amarelados sobre a sua superfície, o que origina a perca de elasticidade dos tecidos atingidos.

Estas complicações originam no seu conjunto um sindroma denominadas: C.R.D (Doença Respiratória Crónica).

A origem vírica de numerosos casos de coriza foi demonstrada pelo Sr. Prof. VINDEVOGEL.

Na coriza devida a Herpes Vírus, somente os anticorpos produzidos pelo organismo do animal atingido, têm capacidade para aniquilar ou atenuar o respectivo vírus, não existindo de momento qualquer medicamento que actue directamente sobre este tipo de vírus. Neste tipo de virose, não se reconhece a existência de uma cura clínica, havendo unicamente um estado de equilíbrio entre as defesas do organismo hospedeiro e o vírus que pode em qualquer altura ser perturbada (stress, fadiga após os concursos, má alimentação, muda, presença de parasitas internos (coccidias, tricomonas, ascaridiose, capilariose…) ou externos (piolhos, carraças…), levando ao ressurgimento da doença.

Mas o contrário também é verdadeiro, e uma afecção viral, pode facilitar o desenvolvimento de uma parasitose.

Destes factos se conclui pela extrema importância, de efectuar a administração regular de uma solução poli vitaminada de boa qualidade: FLORATONYL com extracto de fígado.

A aspérgilose pode igualmente estar na origem de dificuldades respiratórias, motivada pela proliferação, ao nível doepitélio e mucosas do aparelho respiratório, de um fungo contaminante das sementes humedecidas, a aspergilose origina uma sintomatologia em tudo idêntica à da coriza.

As lesões a nível das mucosas respiratórias (pulmões, sacos aéreos), são reversíveis e como tal definitivas.

Felizmente pouco comum, esta micose é dificilmente pouco curável, em virtude de não existirem moléculas anti-micóticas capazes de ultrapassarem a barreira intestinal e atingir a árvore respiratória.

O tratamento

Logo que se verifique o aparecimento dos primeiros sintomas (espirros), é recomendável a administração imediata de uma medicação específica à base de espiramicina + vitamina C.  deve ser utilizado na posologia de 2 colheres das de chá, por cada litro de água de bebida, durante 2 a 7 dias em função da gravidade da contaminação.

É recomendável complementar este tratamento, através da administração local de C.A.P. Gotas (uma gota em cada vista e em cada narina, 2 a 3 vezes ao dia) e de C.C.P. soluto (uma colher das de chá por litro de água ou em 3KG de sementes), até à total recuperação das aves.

Perante uma infecção grave do aparelho respiratório, recomenda-se a administração deALACORLY, cuja composição para além dos óleos essenciais de características antissépticas, apresenta a associação de um fluidificante brônquico, a carbocisteína, a qual permite a libertação dos brônquios inflamados facilitando deste modo a penetração e a actividade local dos antibióticos, aumentos assim a sua eficácia.

Saliente-se que em certas condições e quando administrado precocemente, a simples administração de ALACORLY permite, recuperar perfeitamente as capacidades respiratórias dos indivíduos atingidos.

Quando toda a colónia se encontra afectada, o tratamento antibiótico através da água de bebida pode não ser o suficiente para determinados indivíduos. É então recomendável isolar os mesmos e trata-los de forma isolada pela administração individual de C.C.P. comprimidos, (na posologia de 1 comprimido por pombo e por dia durante 5 dias), ou de um antibiótico injectável.

Para limitar ao máximo os riscos de recidiva, recomenda-se, após do fim do tratamento antibiótico, continuar com a administração de C.C.P Soluto (na posologia já atrás indicada), 3 dias consecutivos por semana, durante duas semanas.

Possuidor de uma excelente actividade como desinfectante respiratório, próprias das moléculas de creosota e de essência de terebentina presentes na sua formulação, C.C.P. Soluto pode ser administrado regularmente, durante 3 dias de 2 em 2 semanas, para prevenção dos problemas respiratórios.

Caso se confirme a contaminação das vias respiratórias por fungos do género aspérgilos, torna-se necessário recorrer a uma medicação antimicótica específica ou de carácter sistémico. Os vários autores preconizam a administração de cetoconazol (20mg por quilo e por dia, por via oral e durante varias semanas). Esta medicação pode vantajosamente ser complementada por nebulizações de enilconazol (2ml por cada 15ml de água). Note-se contudo, que estas posologias são dadas a título indicativo visto que, outros autores discutem sobre a capacidade de absorção desta molécula (cetoconazol) ao nível das vias digestivas do pombo.

As medidas de acompanhamento

Estas medidas são particularmente importantes:

·         Recomenda-se a administração de FLORATONYL com extracto de fígado, o qual reforça a resistência natural do pombo e devido à forte concentração em vitamina A, favorece a regeneração dos epitélios do aparelho respiratório, promovendo uma rápida recuperação, FLORATONYL pode ser administrado conjuntamente com antibióticos ou mesmo com o ALACORYL, através da água de bebida. FLORATONYL com extracto de fígado, deve ser administrado durante o tratamento, e durante os quinze dias que se seguem ao fim do mesmo, para evitar possíveis recaídas (na posologia de 20 gotas por litro de água duas vezes por semana, ou em tratamento individual de 2 gotas directamente no bico, duas vezes por semana).

·         Os cuidados de higiene nunca são demais. O controlo das poeiras, dos gases tóxicos (amoníaco), das fontes de contágio (ovos de parasitas, coccidias, tricomonas…), através de rigorosas medidas de limpeza, uma boa desinfecção dos locais, com desinfectantes de largo espectro e da água dos bebedouros, são factores essenciais para uma eficaz prevenção.

·         O controlo de infecções intercorrentes, através da execução de tratamentos preventivos, são formas simples e eficazes de prevenir as quebras da imunidade individual, tantas vezes responsáveis pelo desenvolvimento dos processos infecciosos e virais.

 

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